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24 de Maio de 2019

Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral lança campanha pela reforma política

Senado
Publicado por Senado
há 6 anos

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de outras entidades civis, lançaram nesta segunda-feira (24) a Campanha Eleições Limpas. De acordo com a assessoria do movimento, o objetivo é coletar mais de 1,5 milhão de assinaturas para a apresentação de proposta de reforma política e eleitoral. O MCCE coordenou a campanha que resultou na aprovação da Lei da Ficha Limpa.

“Nosso sistema eleitoral não serve ao Brasil. Se um dia ele serviu, hoje não serve mais. Ele não diz respeito aos nossos valores, ele desrespeita o senso da sociedade ao privilegiar o abuso do poder político e econômico”, afirmou o juiz Marlon Reis, diretor do Movimento.

Segundo o site do MCCE, dos 513 deputados federais, 369 foram eleitos entre os que tinham mais volume de recursos financeiros. Além disso, as pessoas físicas representaram apenas 2% das doações nas eleições de 2010. O MCCE quer extinguir a doação de empresas, já que elas não são titulares de direitos políticos.

“As eleições brasileiras são pagas por empresas e isso está errado na concepção das entidades que vêm trabalhando na construção do projeto Eleições Limpas. Se nós quisermos igualdade nas disputas, temos que construir outro modelo de financiamento, que permita que a disputa aconteça não na base de quem tem mais dinheiro em caixa, mas na base de quem tem as melhores propostas para o país”, afirmou Marlon Reis.

O presidente do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinícius Furtado, disse todas as seccionais da Ordem, em todas as unidades da federação terão pontos para coleta de assinaturas para a campanha.

A coleta de assinaturas será feita em formulários físicos ou por meio eletrônico ( www.eleicoeslimpas.org.br ), certificação digital e segurança criptografada.

As informações são da assessoria do MCCE.

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O problema do Brasil não são as leis, mas a fiscalização da aplicação das leis e a consequente punição dos abusos e crimes. Eu tenho pavor em ouvir dizer em FINANCIAMENTO PÚBLICO DE CAMPANHA ELEITORAL. Agora nossos impostos vão pagar filminhos e publicitários? Acho um absurdo, pois jamais, sem fiscalização eficiente, terminarão as doações e o caixa 2. O que precisamos é limitar a grana que os partidos gastam em publicidade. Normatizar como deverá ser esta comunicação. Debates, que são fundamentais, ocorrem pouquíssimos, completamente engessados, cada emissora querendo mais audiência pelo show e não pelo conteúdo. Fazer uma publicidade de caráter EXCLUSIVAMENTE informativo, sem nennhenhém sentimentaloide, sem locuções doces e crianças morrendo, trihas sonoras melosas e, principalmente recursos gráficos sofisticados que MENTEM (Haddad fez o Arco do Futuro parecer verdade, elegeu-se com esta plataforma e foi a primeira coisa que ele chutou de seu caminho de ADMINISTRADOR (SIC). E o governo federal detona dinheiro público com campanhas publicitárias sem qualquer caráter público, sem qualquer interesse público. É só informar, como um bom balanço, o que fizeram. Aliás uma limpeza e uma limitação de verbas públicas em gastos com publicidade é outra necessidade urgente. Num país em que crianças morrem nas filas do SUS não pode se dar ao luxo de pagar 100 mil reais por um filminho publicitário. Tampouco pagar publicitários com depósitos em paraísos fiscais. Nossa sociedade anda frouxa... estes desmandos atrasam este país, quebram empresas, condenam nossos jovens a serem os peões e escravos dos povos desenvolvidos. continuar lendo