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1 de Dezembro de 2020
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    Aécio Neves defende reforma política e PEC do Tetos de Gastos

    Senado
    Publicado por Senado
    há 4 anos

    O senador Aécio Neves (PSDB-MG) defendeu a proposta de emenda constitucional que limita os gastos públicos por 20 anos. Ele argumentou que a PEC possibilita o início de um processo de equilíbrio fiscal, "absolutamente necessário para que o Brasil resgate a confiança e os investimentos sejam retomados".

    Aécio Neves reconhece que são medidas duras em razão, segundo ele, da profundidade da crise deixada pelo governo anterior, mas acrescentou que só assim será possível ao país o reinício do ciclo da retomada do crescimento.

    — A simples reversão de expectativa e algumas medidas de ajuste sério e consistente possibilitou que, por exemplo, a Petrobrás, destroçada pelos governos anteriores, tivesse, no prazo de 5 meses, uma recuperação de 150 % no seu valor de mercado. A Eletrobrás, de mais de 200% no seu valor de mercado. Algo ainda muito aquém do necessário, mas não tenho dúvida de que o Brasil começa a dar sinais claros na direção certa — manifestou.

    Reforma política

    Aécio afirmou que é fundamental para o país o início da reorganização do sistema político, com a votação de parte da reforma política. Ele lembra que, neste primeiro momento, os pontos focados são o fim das coligações proporcionais e as cláusulas de desempenho dos partidos políticos — temas que fazem parte da proposta aprovada nesta quarta-feira (9), que foi elaborada por Aécio, juntamente com o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES).

    Sobre esses temas da reforma política, Aécio Neves explicou que não será vedada a criação de partidos. "Se for cumprida a lei, poderão ser criados, lembrando, porém, que hoje há no país 35 partidos", afirmou. O parlamentar disse que muitos perguntam se há 35 linhas de pensamento no Brasil que justifique esse número de agremiações, o que levanta a suspeita, conforme relatou, sobre a possibilidade de as legendas servirem a interesses escusos.

    — O que nós queremos é permitir que a sociedade, através da criação da cláusula de desempenho, possa definir quais são aqueles partidos que deverão ter o funcionamento, para, e por consequência disso, terem acesso ao fundo partidário e ao tempo de tevê — justificou.

    Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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