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16 de Dezembro de 2017
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    CMMC debate benefícios da agricultura de baixo carbono

    Senado
    Publicado por Senado
    há 2 meses

    Durante debate promovido pela Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC), nesta quarta-feira (11), representantes do Ministério da Agricultura, do Fundo Mundial para a Natureza (WWF, sigla em Inglês), da Embrapa Cerrados e da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) foram unânimes ao afirmar que as novas práticas adotadas pelo Brasil em agricultura de baixo carbono têm surtido efeito positivo na preservação e recuperação ambiental.

    O chamado Plano ABC, de Agricultura de Baixo Carbono, adotado pelo Ministério da Agricultura desde 2010, está no centro dessas ações. O programa inclui recuperação de pastagens degradadas, integração da lavoura, pecuária e floresta, sistema de plantio direto e florestas plantadas.

    Segundo o representante do Ministério da Agricultura, Elvison Ramos, esse tipo de ação fez o país poupar mais de 150 milhões de hectares de área em desmatamento, com os ganhos de produtividade, entre 1976 e 2015. Sobre a agropecuária, explicou que a emissão de gases pelos bovinos hoje já é bastante reduzida.

    — Pastagem de alta qualidade é inversamente proporcional a emissão de gases de efeito estufa, principalmente o metano. Porque é uma pastagem que o gado consegue digerir melhor, consegue converter melhor em carne — afirmou Ramos.

    Moratória à soja

    Outro exemplo de novas práticas vem de uma iniciativa do setor privado: a chamada moratória à soja, na qual grandes empresas firmaram um acordo para não comprar nem financiar soja produzida em áreas desmatadas da Amazônia, desde 2008. De acordo com o gerente da Abiove, Bernardo Pires, os resultados são visíveis.

    — Após o pacto, o desmatamento despencou vertiginosamente. Nós temos picos em 1995 e 2004 de quase 30 mil quilômetros quadrados na Amazônia Legal. Atualmente o desmatamento está na ordem de 7, 8 mil quilômetros quadrados.

    A senadora Regina Sousa (PT-PI) alertou sobre a necessidade de capacitação de pequenos agricultores.

    — Como é que a gente muda isso, se não tem um agente lá de mudança para ensinar essas mudanças para esses pequenininhos? Como é que a gente faz para chegar neles? — questionou.

    Presidente da comissão, o senador Jorge Viana (PT-AC), destacou os ganhos do país com o monitoramento que vem sendo feito pelo Cadastro Ambiental Rural.

    Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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